SACOLINHA PLÁSTICA

Atualmente a inimiga número um do meio ambiente é a  SACOLINHA PLÁSTICA. No entanto, você já observou quantos ítens de plástico e outros materiais descartáveis estão ao seu redor? Copos de água, colherzinhas para mexer o café, papel de bala, latinha de refri… Desde um lanche, servido em caixa de papelão, envolto em plástico, com bandeja plástica, copo plástico com tampa plástica, canudinho plástico com invólucro plástico, até um equipamento eletrônico, vendido também em caixa de papelão, com camadas de plástico bolha, arames para prender os fios, isopor… e por aí vai… E quando é para presente então? Mais caixas, papéis, laços e sacolas. Perceba seu lixo depois de um aniversário ou Natal.

Nosso consumo diário é alto. Casas aonde o lixo é separado, pode-se perceber que o volume do orgânico é pelo menos 10 vezes menor do que o lixo reciclável.

Muito difícil voltar no tempo e criar “dificuldades” aonde existem “facilidades”, deixar de usar o que é descartável, prático.O melhor caminho é usar adequadamente, sem exageros, reaproveitar e principalmente reciclar. A reciclagem educa, preserva o meio ambiente, gera renda e empregos.

Reutilizar embalagens em casa para outros fins, observando os devidos cuidados, é uma das maneiras de ajudar a preservar o meio ambiente.

Separar o lixo orgânico do reciclável, se possível separar vidro, lata, plástico, papel é fundamental para dar sua contribuição à vida dos seres humanos. Em casa e no trabalho.

Na escola, além do exemplo de professores e funcionários, projetos que insiram no dia-a-dia da classe a reutilização e a separação do lixo e estimulem as crianças a disseminar esse hábito, farão com que nossos futuros “senhores da terra” sejam pessoas conscientes e preocupadas com a preciosa mãe terra e toda vida que dela brota.

E, como diz o ditado, que educação vem de berço, no CMEI Professora Lygia Carneiro (Jardim Pinheiros) a diretora Ana Paula Muraro incentiva as professoras, educadoras e demais funcionários a ensinar com atitudes sustentáveis. Os “pequenos” aprendem desde cedo que além de consumir sem desperdícios, existe muito “lixo” bom reaproveitável nos mais diversos fins, principalmente na confecção de brinquedos.

Elaine Esmanhotto Bareta

Pedagoga

LIVRO DIDÁTICO X SUSTENTABILIDADE

Todos os anos, nessa época, levanto o mesmo questionamento: porquê comprar livros didáticos novos?  Sou daquelas mães que compra livros usados, apaga e reaproveita. Pão-durismo? Não! Pena!

Oras, numa atualidade onde palavras como sustentabilidade, preservação, consumismo, desmatamento, enchem a boca da população,  o que as escolas privadas, gráficas, editoras e papelarias estão fazendo para colaborar?

Os livros didáticos são ótimos, fonte muito boa para enriquecer o trabalho, diria mesmo que indispensáveis no dia-a-dia da sala de aula.  São, na maioria, coloridos e atraentes aos olhos dos alunos que sentem-se mais estimulados à leitura e ao aprendizado. Principalmente quando inseridos num bom planejamento e orientados por um professor dedicado.

Mas, precisa jogar fora todo ano? Muda tanta coisa assim no mundo que requer sempre uma “nova edição”? Me parece que, na verdade é um “negócio” muito lucrativo para muita gente. Por isso mantém-se o desperdício.

Justiça seja feita ao MEC, que com o PNLD, Programa Nacional do Livro Didático,  existente desde 1929, já em 1966  distribuiu 51 milhões de livros para os alunos brasileiros e vem dando continuidade desde então.  Detalhe: servem aos estudantes durante 3 anos (apenas os do 1º ANO são repostos anualmente); as crianças não escrevem nos livros, fazem as atividades em cadernos. Claro que não é tão cômodo como fazer direto no livro, mas, é mais coerente.

Em 2005, segundo pesquisa da FGV, eram mais de 33 milhões de alunos matriculados no ensino fundamental privado.  Se anualmente todos compram livros – português, matemática, ciências, história e geografia pelo menos, imagino o quanto circula de dinheiro e quantos são os “beneficiados”.

Para encerrar, fica como sugestão, a criação de CADERNOS DE EXERCÍCIOS, impressos em papel jornal que podem ser vendidos separadamente. Assim, ficam os livros, vão-se os exercícios!

Elaine Esmanhotto Bareta                                                                                                                                   
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